06 janeiro 2005

Obrigada por responder, Dalva. Estava mesmo precisando de um "bate-papo", agora sei que não falo com as paredes.
Realmente, já li muito sobre a doença. Sei que o cansaço é muito, que as dificuldades são muitas, mas se você, e tantos outros conseguem fazer um esforço extra e trilhar caminhos que melhoram as condições físicas, mentais e espirituais, porque não ele?
Li o exemplo de Luiz, que precisou levar uma sacudidela da esposa para começar a se esforçar e tentar viver dias melhores, e pelo depoimento deles, foi possível a melhora.
Cada um tem sua história. A de meu pai é um pouco escondida, pois ele foi ausente todo o tempo antes da doença, era quase um estranho, tanto é que só ficamos sabendo realmente da doença dele em 2004, quando já estava bem ruim.
Sei que não foi tão sedentário, comprava fitas de ginástica em casa e fazia, saia muito, viajava... Não é falta de "treino".
Mas, quem sou eu para julgar? É verdade que às vezes nós perdemos um pouco a paciência, mas é coisa de segundos, minutos e nunca deixamos transparecer para meu pai o nosso desânimo ou qualquer sentimento negativo.
Fiquei impressionada com a quatidade de doses de prolopa que você toma. E de 4 em 4 horas! Deve ficar horrível para controlar o remédio.
Meu pai não controla mais os remédios dele, e só toma se a gente der na mão e der também o copo d'água, senão ele dorme e esquece. E, o problema maior é ter quem fique só cuidando disto. Eu trabalho e estudo o dia todo. Por enquanto tem meu irmão mais novo que está desempregado e fica controlando. Minha mãe já não é mais nenhuma garotinha, tem 70 anos e está cansada da luta também, tenho mais um pessoa em casa, mas também já está ficando cansada, tem 74 anos.
Não temos dinheiro para pagar alguém para cuidar. Tá ficando complicado... Nossa esperança era a vitamina B2, mas não estou vendo progresso no caso de meu pai.
Hoje li sobre um experimento com células-troco que está sendo feito pelo HC, e vamos depositando as esperanças nisto.
Eu deveria ter terminado meu curso de Biologia, talvez eu também estivesse dentro destes estudos, tentando acelerar esta máquina. Talvez, talvez, talvez...

De resto tá tudo bem, a gente vai aceitando as coisas e vai levando como dá para levar.
Obrigada mais uma vez, pela atenção, e espero que tenha um 2005 ótimo em todos os sentidos.
Beijos.




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