12 setembro 2005

Bom dia Amigos.
Meu nome é Carlos e tenho 54 anos.
Quatro anos em tratamento de Parkinson.

Fui um alcoólatra ativo dos 14 aos 33 anos de idade. Após três internamentos em hospitais psiquiátricos consegui estacionar o meu alcoolismo. Hoje faz 21 anos que parei de beber.
Logo que parei de beber tive que fazer tratamento com antidepressivo e com calmante, porque o álcool afetou muito meu cérebro.
Após alguns anos que parei de beber começaram as tremedeiras nas mãos, mais na direita. Eu achava que era por causa do alcoolismo ou pelo problema que tenho na coluna cervical.
Em 2001 2 anos depois que fiz cirurgia na coluna cervical (3hérnias de disco), comecei a sentir novamente fortes dores. Então fui consultar com um Neurocirurgião, o qual após 2 consultas com exames minuciosos ele me disse que eu era portador da Doença de Parkinson em fase inicial.
Em seguida conheci a Associação Paranaense de Portadores de Parkinson (APPP) em Curitiba, onde morava. Lá fui examinado novamente e diagnosticado novamente a doença. Associei-me e comecei todo o tratamento que eles oferecem. Com algum tempo de tratamento comecei a me sentir melhor.
No início de Dezembro de 2004 vim trabalhar em Brasília. Como aqui não tem associação de Portadores de Parkinson eu continuei o tratamento só com os medicamentos (1/2 comprimido de Parkidopa 3 vezes ao dia).
Pelo excesso de trabalho, falta de outras atividades e exercícios, comecei a me sentir mal novamente a ponto de até pensar em sair do trabalho.
Procurei um neurologista aqui e tive algumas consultas com ele sempre como portador de Parkinson e continuando com o Parkidopa. Como outro médico da Clinica um neurocirurgião que procurei pelo problema de coluna me aconselhou a procurar um especialista em Parkinson, eu marquei consulta com outro médico. Na primeira consulta com este médico ele pediu uma ressonância magnética e que voltasse com o resultado do exame e com 3 dias sem tomar o Parkidopa para que ele me examinasse melhor.
Por motivo do meu trabalho fiquei só 1 dia sem tomar o Parkidopa quando voltei para a segunda consulta. Nesta segunda consulta ele fez todos aqueles testes que eu já tinha feito com os outros neurologistas só que neste dia foi muito mais difícil.
No final da consulta o médico me disse que meu tremor não era constante e que meu caminhar melhorava com treinamento e que eu não tinha a Doença de Parkinson e que eu devia parar de tomar o Parkidopa e só tomar o remédio que ele receitou, que vim, a saber, quando comprei que era para depressão e Doença do Pânico.
Sai do consultório aliviado e feliz da vida por acreditar que havia me livrado desta maldita Doença.
Talvez por isto por alguns dias me senti bem apesar do tremor aumentar, mas, com o passar dos dias fui me sentindo cada vez pior sentindo fortes dores nas pernas e nos braços e minhas pernas começaram a travar.
Como estava em Curitiba fui conversar com o neurologista da APPP e reiniciei meu tratamento e hoje estou me sentindo melhor e estou conseguindo trabalhar.
No mês que vem tenho outra consulta com o especialista daqui de Brasília, vou relatar tudo o que me aconteceu e ouvir o que ele vai dizer.

Gostaria de receber conselhos e/ou opiniões sobre este fato que esta acontecendo comigo.
Abraços.
Carlos.

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