22 dezembro 2004

Continuando a saga...

Meu pai depois que aumentamos a dose do prolopa teve um dos "surtos" mais fortes: não nos reconhecia, ficava falando com minha tia como se estivesse conhecendo-a naquele momento.
Depois disse que ia sair, pois o médico disse que ele tinha que caminhar, só que queria ir sozinho. Deixamos, e pedimos para um irmão que trabalha como taxista segui-lo, pois ele fica desorientado, sem saber onde está.
Depois de rodar um pouco na praça como se esperasse alguém, ou procurasse alguém, entrou na barbearia, depois voltou para casa. Alivio? Que nada.
Ele voltou para casa, mas ficava repetindo que aquela não era sua casa, que ele morava em outro bairro, que ia embora, mas voltaria para nos visitar de vez em quando. Depois ficou todo choroso dizendo que não sabia como fazer para chegar na casa dele. Foi um horror!
Até a fisionomia muda, não parecia em nada com meu pai, sempre todo pé no chão, todo fechado.
Enfim, diminuimos o prolopa para as doses que ele vinha tomando, e parece que ele está menos confuso, mas não normal como era. Ainda fica falando coisas sem sentido para nós.

Será que isto ocorre com todos os pcp????
Gostaria muito de saber o cotidiano de quem cuida dos parkinsonianos.

* tentei entrar no chat do dia 20, mas não consegui de jeito nenhum. Tem limite para entrar na sala?

Beijo a todos.