09 outubro 2005

Sobre salivação...

Bom, meu pai esteve com uma salivação terrível por alguns meses, não sei como ele não se desidratava, pois além de tudo ele bebe pouca água.

Depois que a medicação foi alterada ele passou a babar menos, e as alucinações também diminuíram. Antes de 10 palavras que ele dizia aproveitávamos em uma conversa apenas... zero. Agora a gente já entende o que ele fala, já dá para acompanhar o seu raciocínio e ele voltou a assistir os jogos de futebol na TV... tem melhorado bastante, só falta mesmo fazer a fisioterapia... Fisioterapia, há quantos meses eu digo que ele vai ter que fazer mesmo? Um bocado. Nem lembro mais...

Um beijos a todos, e boa semana!

06 outubro 2005

EMAIL DE BALDOÍNO SOBRE SALIVAÇÃO EXCESSIVA DA IRMÃ PcP

Oi, Dalva, Bom Dia.
Devido compromisso as segundas-feiras não tenho participado do chat.
Minha irmã teve um aumento exagerado na salivação.
Falei com o medico e ele alterou a dose do Stalevo, não resolveu, ela continua com excesso de salivação.
Vc com sua experiência o que leva o aparecimento desse sintoma do DP.
Um abraço,
Baldoino

Entrei com a palavra BABA no SEARCH do BLOG e encontrei :

BABA

No Blog anterior abordei a questão da baba e apontei alguns exercícios.

Como o tema é preocupante pelas implicações naturais, sobretudo perda da auto estima e constrangimento social que acarreta, resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto e eis o que consegui na Internet.

No item Parkinson do website Neurocenter.Nethttp://www.rbeep.com.br/~kleberac/parkinson.htm) consta que

"A metade dos pacientes com doença de Parkinson desenvolvem problemas com a deglutição. Esta condição pode fazer com que o paciente derrame comida ou líquidos da boca, ou engula sem ter mastigado, causando engasgos e dificuldades com a respiração. Pacientes e seus cuidadores devem estar atentos aos sons do engasgo, de sufocação, de comida presa na garganta para rápida desobstrução da boca. Pacientes com doença de Parkinson tem dificuldade para tossir e limpar os pulmões, com risco de contrair pneumonia. Muitos necessitam de sondas para alimentação."

É interessante notar que nesse mesmo website, no item que aborda o tratamento sintomático da Esclerose Lateral Amiotrófica (http://www.rbeep.com.br/~kleberac/ela.htm) consta que o

"O paciente pode ter dificuldade em deglutir a saliva que escorre da boca. Isso se chama sialorréia e pode ser controlada com benzotropina, hioscina, atropina, tri-hexifenidil ou amitriptilina. Esta última droga também é útil na depressão e labilidade emocional."

O Aurélio remete quem busca a palavra "sialorréia" para "ptialismo" definido por esse dicionário como "Secreção excessiva de saliva; polissialia, sialorréia.". Segundo Paulo César Trevisol-Bittencourt, entretanto, "Um outro sintoma (da doença de Parkinson) que se manifesta foi equivocadamente referido no passado como sialorréia. Na verdade, pacientes com DP não produzem saliva excessiva, como esta expressão sugere; mas sim, esquecem de degluti-la. Por este motivo, é comum que vários deles permitam o extravasamento de saliva pelos cantos da boca." (in Trevisol-Bittencourt, Paulo C�sar e outros, Doença de Parkinson: diagnóstico e tratamento, UFSC/CCS, Fpolis, 2002. http://www.neurologia.cjb.net)


Deixando de lado as questões conceituais e semânticas, o que fazer para contornar o problema da baba no paciente com a DP, é o que nos preocupa.

É sabido que os movimentos involuntários são afetados pela DP e que há sinais clássicos apontados no diagnóstico, tais como: a ausência da piscada, que dá origem à facies máscara ou cara de espanto, os braços que não balançam e a dificuldade de deglutir.É sabido, por outro lado, que a deglutição pertence às chamadas "funções reflexo-vegetativas" entre as quais se incluem a respiração, a sucção, e a mastigação, e como consequência a articulação da fala.

Nada melhor, portanto, para solucionar o problema da baba do que recorrer à fonoaudiologia. Foi o que fiz fazendo uma visita ao site de Beatriz Padovan (http://www.padovan.pro.br/f_met.htm), criadora do método Padovan para ReorganizaçãoNeurofuncional.

Lá há exercícios corporais e orais que vale a pena conhecer.
por Marcílio Santos